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É foda

como boa parte das discussões só existem porque uma das pessoas é muito burra, e é absolutamente impossível explicar-lhe que é esse o caso, porque isso lhe é completamente inaceitável.

“O problema é que você deixou o requeijão no lugar da maionese!”

“Não, o problema é que você tem a cabeça tão vazia, que consegue ver isso como um problema!”

Mas é claro, este argumento só pode ser compreendido por alguém que não teria feito a reclamação. É o equivalente a discutir com uma porta. As ideias de liberdade de expressão e “falar a primeira besteira que me vem à cabeça, sempre, não importa a situação” se confundem na cabeça desse povo. É o que leva à absurda popularidade da pior invenção do homem, a religião – que basicamente consiste de deixar as pessoas presas na pré-história, num nível anterior ao livro, à ciência, em que o sujeito se satisfaz com a repetição em coro dum texto de ficção, em vez de refletir e tentar ver outros lados (lembrando que a repetição de um canto em coro era o jeito principal de passar adiante a cultura antes da escrita, que nos permitiu parar de usar nossa cabeça pra repetir a cultura, e passar a consultá-la, usá-la como degrau rumo à próxima fase). E o problema, seriíssimo, é que eles não têm o senso de humor para entender a ficção como ficção, e há uma instituição dependente dessa ilusão, e que portanto a reforça e jura que tudo que se diga do contrário leva ao inferno.

A pessoa que acredita na bíblia nunca a cita pensando “por que isto pode estar errado”, mas sempre pregando “por que isto está necessariamente certo, já que foi Deus quem escreveu, e nenhum humano mau-caráter ganha nada com a minha crença”.

E é impossível fazer alguém parar de acreditar em religião, pois a cabeça não funciona num jeito capaz de pensar logicamente, e há sempre uma desculpa. Se a pessoa perder toda a família num acidente terrível em que todos eles queimem por horas antes de morrer, então deve ser um teste de Deus, e o céu será duplamente maravilhoso (e o suicídio para se juntar a eles leva ao inferno, é lógico, pois a Igreja sabe muito bem que você só tem valor vivo). Claro, a pessoa morre, vira comida de minhoca, não vai pra céu nenhum, volta apenas para o seu estado normal de não existir dentro da história do universo (interrompido brevemente por sua vida), e nunca volta para dizer aos outros que estão sendo enganados. É o golpe perfeito!

O único jeito de salvar as pessoas é pegá-las recém-nascidas e banhá-las na ciência, na evolução das espécies, na gravitação universal, e deixar que, já inteligentes, ouçam falar da religião, para então julgar sua pertinência. Infelizmente, quem é capaz de entender a importância disto já entende, e os outros são a maioria. E devem ter o direito de ser burros e expressar sua burrice, pois isto, sim, é sagrado.

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